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eita poha

Pessoas estranhas há em todo lugar. e não falo de dedos barrigudinhos, braços tortos que parecem ter vida própria ou olhos assimétricos (um vivo e outro morto). pessoas estranhas merecem aspas. “pessoas estranhas”, assim. também não falo de roupas e cabelos, afinal cada um tem seu estilo e isso é uma outra discussão. essas “pessoas estranhas” a que me refiro destacam-se na multidão. você percebe uma delas pelo olhar ou pelo modo de falar, sabe?feia

umedecer os lábios e mostrar a ponta da língua antes de todas as frases ditas; fechar os olhos enquanto falam; soltar sonoras risadas quando o assunto não merece mais do que um sorrisinho amarelo…

ah!! e a simpatia exagerada?!?! chega “suuuuuper-feliz-em-te-ver-mesmo-que-não-goste-de-você”, cumprimenta um por um com um beijinho (assim mesmo no diminutivo) e conversa como se estivesse entretendo uma criança. essas são as piores. é o tal de tentar ser legal. o legal é ser zuado pelos amigos por características próprias e únicas. tenha dó!!

haaestranho é achar que é legal tentar ser legal. e legal mesmo é tirar sarro dos defeitos e não escondê-los.

desse tipo de “pessoa estranha” quero distância.

 

prefiro os dedos barrigudinhos, os braços tortos e os olhos vivo-mortos…

…não sabia onde o caminho ia dar, apenas sentia que deveria segui-lo. A montanha não parecia perigosa e a luz que saía dela parecia dar em algum local seguro. Mesmo que não quisesse, partiu em busca de lembranças esquecidas e um passado que mudaria seu futuro. A única guia que possuía era o perfume que continuava no ar e a luz que indicava a encosta da montanha. Ao seguir em frente e contornar o local, avistou um pátio encarpetado de flores amarelas e altas árvores que não possuíam mais do que galhos, mas tinham o formato semelhante ao de um pulmão. Os galhos eram presos uns aos outros e brincavam de imitar toda uma rede sanguínea com veias que bombeavam o resto do tronco.

A luz que ele vira, era resultado de uma enorme torre com pedras brilhantes e uma única janela ao topo. O local parecia calmo e demasiado tranqüilo, até que a distração dele foi interrompida por uma voz trêmula e dotada de aparente sabedoria vinda de um homem de idade avançada, poucos cabelos e traços familiares:

__Olá garoto. O que procuras?!

__ Ah! Oi, desculpa, mas senti um perfume e… Bom, que lugar é esse?!

__ Aqui?! É o lugar que você procurava!

__ Mas eu não estava procurando lugar algum. Eu estava perseguindo um perfume familiar e acabei perdido aqui.

O senhor abaixou-se, pegou uma das flores que formavam o tapete amarelo e entregou ao rapaz.

__ Mas… É o mesmo cheiro!! surpreendeu-se.

__ Sim. Por isso digo que este é o lugar que você procuravas. explicou-lhe o velho.

__ Mas… Então o senhor pode me dizer o que eu procuro?!

Com um único gesto, o senhor apontou em direção a uma espécie de túnel repleto de cores, cuja entrada era guardada por um pássaro de grandes asas azuis e bico dourado.

__ O senhor quer que eu entre lá?! Mas eu nem o conheço… O que tem lá?!?!

Com uma calma jamais vista antes, o velho coçou a barba que contornava sua boca, ajeitou os óculos redondos e disse:

__ Aqui é o lugar que você queria chegar e ali estão as coisas que você queria ver…

O rapaz parecia cada vez mais confuso e não sabia o que fazer. Ele percebeu que as flores perfumadas traçavam uma espécie de trilha até o local indicado pelo velho e decidiu, por fim, seguí-las. Ao se virar para agradecer o senhor que lhe indicara o túnel, percebeu que estava sozinho novamente. O local era escuro. Era como se o sol tivesse trocado o dia pela noite. Parecia brilhar como sempre, mas o céu era tingido de roxo e no lugar das estrelas, inúmeros pássaros cantavam e viajavam em grupos. A sensação era a de que o sol brilhava à noite e o tempo não era o mesmo de quando ele saíra de casa perseguindo um cheiro exalado de flores que traziam lembranças de uma menina…

Decidiu entrar no túnel com a certeza da incerteza do destino que o guiava através de um cheiro.

O dia possuía as mesmas 24 horas que outros tantos. Dessas, já havia passado das dez, o que significava que os relógios marcavam quase onze horas da manhã. O calor o irritava pelo mal-estar e por embaralhar as idéias que ele sempre prezou bem organizadas. Ali fora, enquanto todos os outros gritavam e se preocupavam mais em falar do que em ouvir, ele pensava no que fazer para passar o tempo. Na verdade, a vontade era dormir e acordar dias depois para encontrar quem queria, apesar de dizer o contrário. De repente o calor fez com que ele percebesse que não havia brisa. O topo das árvores não se moviam e a água permanecia imóvel como um tapete. A única coisa que era possível sentir era um perfume que ele conhecia, mas não se recordava de onde. Provavelmente exalado do pescoço de uma das inúmeras mulheres por quem se apaixonara ao longo da vida. Mas ali?! Impossível.

A irritação com o sol forte logo foi trocada pela dúvida mesclada com a curiosidade, o que fez com que o rapaz saísse à procura do perfume que chegara às suas narinas e o viciara como a pior das drogas. Parecia não ver nem ouvir, apenas sentia. Nem o sol que queimava sua cara e esquentava seus cabelos bagunçados parecia distraí-lo. Estava decidio. Precisava saber de onde vinha o perfume que lhe trouxera vagas lembranças de alguém que ele não queria ter esquecido. Como se soubesse o caminho, começou a caminhar utilizando o nariz como guia e o perfume como trajeto. Não percebia por onde estava indo e tão logo se deu conta de que estava longe de casa. Não importava. A única preocupação era saber de onde vinha o perfume.

Ao mesmo tempo em que caminhava, tentava lembrar-se ao menos do nome dela. Queria lembrar o dia, o mês, a noite, o rosto, o som da risada, o gosto do beijo… mas lembrava somente do cheiro do perfume. O dia já parecia noite e o caminho era desconhecido. Não era possível ter andado tantas horas em busca do perfume, mas o cheiro parecia cada vez mais forte e mais perto. A estrada escura pela qual seguia começou a clarear depois de avistada uma enorme montanha de pedras. A cidade em que ele estava lembrava uma pequena vila de interior em que as pessoas se cumprimentam pela rua e as casas são humildes, cercadas de mato e cachorros de rua preocupados em se esconder do sol forte. Ao ver a grande montanha de pedras e a claridade que brotava de trás dela, percebeu que a partir dali poderia lembrar de um passado que por algum motivo esqueceu. Por um instante ficou parado. Pensando e sentindo o perfume que lhe era mais do que familiar. Era especial e único. Só faltava saber a razão.

Decidiu seguir em frente e descobrir algo que levaria consigo por muito tempo, pois como havia pensado, não era algo que parecesse “normal”.

Sabia disso, o que o fez seguir caminho…

tem uma musiquinha de um comercial de tv (daquelas que grudam e tu não esquece facilmente) cantada pelo seu jorge que diz:

“O que te faz feliz?”

Muitas coisas seu jorge… muitas coisas…

mas pensemos um outro ponto. qual o preço disso?! pensando sobre isso outro dia no banho me assustei com a conclusão que cheguei em frente ao espelho embaçado.

o cenário é o seguinte: eu lhe dou duas opções e você pode escolher qualquer uma delas com uma condição: pense e seja honesto contigo. vale lembrar que ambas são sobre lazer e prazer.

a 1ª opção consiste em um final de semana na praia com uma pessoa especial. nesse passeio a sua diversão será o mar, a areia, quiosques e a companhia. outros pontos são: trânsito, gasto com combustível, pedágio, comida, protetor solar, miudezas no quiosque e outras “cositas más”…

resultado: um fim de semana na praia com uma companhia legal e um pouco de gasto que provavelmente valerá apena.

a 2ª opção é mais simples, mas muito mais difícil. passar um domingo na companhia de alguém especial nas dependências de um parque, por exemplo. o passeio baseia-se em deitar na grama, sentar no banco, conversar, ter certeza e dizer: “é ela!!”. o passeio ainda pode ser estendido por algumas horas e proporcionar o momento único de ver o sol descer e beijar o horizonte ao dar as boas vindas para a lua.

resultado: um dia como você nunca teve com custo zero.

daí a pergunta: “o que é mais fácil?! ir para a praia num final de semana ou apreciar as pequenas coisas da vida sem se preocupar com dinheiro, trânsito e etc.?!

tudo bem.

não precisa responder agora. tô ocupado arrumando as malas. sabe como é… fim de semana na praia!!

manja!?

(sic.)

esses dias, ao andar pela rua, imaginei o seguinte diálogo entre duas crianças de diferente sexo:

__ vamos brincar de amor?!

__ vamos!!

__ eu começo. Eu te amo!

__ tá. eu também.

__ não!! você tem que dizer “Eu te amo”.

__ tá. mas eu já disse. eu tambéééém.

__ nãããããoooo. precisa dizer: E-u   t-e   a-m-o.

__ mas eu já faleeeei!!

__ aaaaaahhh, você não sabe brincar…

__ …

__ muito difícil essa brincadeira… prefiro pega-pega!

__ … tá! então tá com você!!

 

PS: não. as cores não estão trocadas.

a gente assiste a esses filmes de produção internacional e começa a fazer milhares de associações relacionando situações das telas às nossas vidas. isso explica algumas fobias e afins sentidas por nós, ou até mesmo pode ser justificativa para termos medo de algumas coisas, nos apaixonarmos por outras e sonhar com todas.

é como se nossa vida também fosse um roteiro, mas somos apenas personagem e não autor. ora personagem principal, ora secundário, mas sempre parte de uma história escrita por outras pessoas.

não concorda?!

certo.

vejamos:

sua vida segue com amigos, familiares e pessoas que são mais do que isso. a história, seja ela comédia, suspense ou drama nunca é escrita somente por você. essas histórias não seriam possíveis sem as outras personagens, o que significa que são elas que escrevem [cada qual da sua forma e no seu tempo] os capítulos do roteiro da nossa vida.

lembre-se de que isso não é um monólogo e assim sendo necessita de outras pessoas. como a maioria dos filmes e/ou histórias, há amigos, inimigos, mocinhos, bandidos, amores, vilões e situações que são conduzidas por esse conjunto de personagens tendo (na maioria das vezes) você como protagonista.

os cenários são os mais variados possíveis. podem ser em uma casa, uma escola, uma calçada, faculdade, festa e etc… mas o que importa é haver uma história pra contar.

e eu tenho.

aliás, tenho várias. cada uma escrita numa época e a seu modo com seus personagens que faria os espectadores rirem, pensarem, chorarem e pensarem novamente.

fases engraçadas como em 1997 quando tudo parecia novo para o garoto de 10 anos. ou mais adiante quando aos 12 foi necessário entender a cabeça dos adultos e não havia tempo para adiações. aos 16 na formatura da escola em outro estado sem a presença dos chamados “responsáveis”. aos 17 ao ingressar em uma universidade e achar que tinha o mundo nas mãos. aos 18, 19, 20… e agora aos 21 onde o capítulo é escrito hoje.

dia após dia, passando por crises… tanto as dramáticas quanto as de riso.

ao conhecer personagens que o público se pergunta: “por que ela não apareceu antes?”

não sei.

também me pergunto…

e é possível escrever o roteiro do que ainda não aconteceu. gostam de chamar de ficção. prefiro futuro.

basta sonhar e escrever.

se vai dar certo?!

não sei…

em hollywood dá!!

 

*e há quem diga que a vida copia a arte…

(sic).

Esse é o desejo.

Longe de julgar se foi bom, se é bom ou se vai ser. A vontade realmente é continuar.

Continuar com manias e opiniões que me fazem viver a vida como vivo e julgo viver bem. Feliz e bem. Mas como tudo isso é realidade, algumas coisas têm acontecido para me manter aqui, na Terra e não achar que tudo é perfeito, porque como diz  poeta:

“…Nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça…”

Por isso a vontade é continuar a:

  • escovar os dentes durante o banho e cortar as unhas depois dele (por acreditar que elas ficam mais “maleáveis”;
  • dormir de meias para acordar sem elas;
  • comer um beirute ou uma pizza inteiros em poucos minutos;
  • tomar leite com chocolate gelado com uma colher dentro do copo;
  • usar samba-canção como shorts e não como cueca;
  • correr no mínimo 5 km quando fizer exercício;
  • corrigir tudo e todos em pensamento e ferver por dentro quando for corrigido;
  • tomar 1 litro de iogurte de uma vez;
  • tirar a cebola da pizza;
  • comer qualquer fruta com uma faca na mão para cortar os pedaços e nunca com mordidas;
  • dividir itaipavas e caipirinhas (assim mesmo no plural) com meu tio;
  • xingar o time do palmeiras em todos os jogos, mas não perder um sequer;
  • pegar os times mais fracos no futebol jogado no videogame;

____________________Continuar a:_____________________________

  • escrever textos estranhos à bordo de ônibus;
  • demorar muitos minutos para escolher uma camiseta no armário, mesmo que todas elas sejam azul-marinho;
  • assistir a filmes de romance (é, eu curto…fazer o quê?);
  • manter o pensamento de escrever um livro;
  • encontrar a pessoa certa quando menos esperar;
  • usar o “Tú” como pronome pessoal para qualquer pessoa;
  • achar graça e sentir orgulho de ouvir: “Nossa, tu está a cara do teu pai”;
  • manter o sonho de ser publicitário/jornalista;
  • ensinar a pronúncia correta das palavras com CH para meu priminho de seis anos e mostrar para ele a diferença que há em “CHegada” e “SEgada”;
  • ouvir histórias malucas da minha vó doida;
  • passar horas a fio conversando com minha tia;
  • imaginar minha casa com inúmeros objetos inúteis e utensílios dos mais variados tipos;
  • não pentear o cabelo;
  • não perder uma piada (nem a oportunidade);
  • ter o budismo como exemplo (ainda que não o pratique);
  • dormir com a mão direita embaixo do travesseiro;
  • acender no mínimo um incenso por dia;
  • querer ter um gato engraçado e marrom para chamar de tequila;

____________________Continuar a:_____________________________

  • sonhar como criança;
  • presentear os outros com criatividade e originalidade;
  • minha coleção para forrar uma parede inteira com livros e dvd´s;
  • andar na chuva sem se preocupar com ela;
  • tentar achar solução para problemas que não existem;
  • ouvir os outros;
  • não sair de casa sem perfume;
  • preferir Skol a qualquer outra cerveja;
  • sentir ciúmes da minha prima com o namorado;
  • me sentir útil;
  • não comer molho barbecue por achar nojento um molho ter gosto de churrasco;
  • achar loucura o “mim” conjugar verbos;
  • não usar sunga na praia;
  • preferir o frio, já que o sol me dá a impressão de deixar todos grudentos e fedidos;
  • querer fazer parte de um grupo de apoio a fauna e flora;
  • idealizar um salto de pára-quedas;
  • viajar o mundo (ou cidades, estados, bairros…) somente com uma mochila e uma bicicleta;
  • preferir prazeres ao invés de dinheiro;
  • fazer os outros rirem;
  • perseguir uma vida saudável e apelar para coca-cola e pizza;

____________________Continuar a:_____________________________

  • ter inúmeros amigos (que posso chamar de pai, irmão, tio (a), primo(a), ridículo, viado, xolas…)
  • não me importar em usar meias de pares diferentes (mesmo que esteja de bermuda);
  • torcer por seleções como a dinamarquesa, a grega, a ucraniana;
  • adorar crianças, sonhar com filhos e ser um ótimo pai (como o que tive e tenho);
  • morar na itália;
  • aprender uma palavra por dia em outra língua;
  • colocar limão em qualquer comida;
  • cozinhar (por mais que duvidem disso);
  • pegar no sono quando mexem na minha orelha (assim como há 15 anos);
  • ver o mundo muito maior do que ele realmente é!;
  • não achar que o “porra” é palavrão, mas sim uma ótima alternativa para vírgulas e pontos finais;
  • achar que o “independente” não existe, independenteMENTE, da opinião dos outros;
  • ir sempre ao mesmo cabeleireiro japonês;
  • questionar os nomes dado a comércios em geral;
  • detestar camiseta regata;
  • odiar usar chinelo havaianas;
  • fazer ogrices que me rendam boas risadas;
  • cumprimentar pessoas desconhecidas;
  • ajudar todos (mesmo que não peçam);
  • preferir mulheres morenas e de cabelo curto;
  • não comer carne de porco;
  • trocar a balada pelo barzinho (tendo em vista muitas exceções);

____________________Continuar a:_____________________________

  • estar sempre apaixonado por alguém ou algo (mesmo que essa paixão dure muito tempo);
  • tomar banho quente mesmo em dias quentes;
  • secar o cabelo com boné (isso explica boa parte do “não pentear o cabelo”);
  • ser contra a tal da reforma ortográfica;
  • manter sempre um chiclete trident no bolso;
  • tirar as piores fotos para muitos, mas as melhores para mim;
  • admirar a cultura japonesa;
  • comer a parte de cima do pão antes da inferior;
  • meu vício em paçoca;
  • tomar banho ouvindo música;
  • fazer e degustar um patê de atum com cebola e azeitonas verdes com meu pai (como disse, não gosto de cebola, mas como ele faz o patê não achei justo tirá-la)…

E por aí vai…

É isso! acho que vou continuar!!

FUI.

Acho que é necessidade.

É algo que necessitamos para vivermos bem. Não digo como um fator “de momento”, mas sim como um fator de vida; 21 anos completos recentemente com a certeza de que é preciso apaixonar-se sempre!

Seja por alguém ou algo. Questões sempre serão levantadas como em qualquer outro assunto, mas me diga, por favor, os mais céticos. Se é baboseira ou algo do tipo, pra quê levantar-se de manhã, acordar e sair de casa?! Qual o propósito disso se não for PRA ou POR alguém/alguma coisa?!

Acredito nisso há tempos e não tenho receio algum em dizer que é bom. Você saber que aquele alguém/algo estará lá; poder tocá-lo, senti-lo, vê-lo, sonhá-lo. Nada mais gratificante do que isso.

Estar apaixonado…

É como se você vivesse em função disso; claro que como em qualquer outra coisa, há ressalvas a serem ditas e bom senso a ser seguido, mas levantar da cama e usar tal roupa, tal perfume, pentear o cabelo (salvos exceções que até hoje não houve paixão que me fizesse ajeitar as madeixas) com o mesmo e único propósito:                                        …

A paixão citada aqui é mais comum entre pessoas, mas o “apaixonar-se” a que me refiro não limita escolhas. Você pode estar apaixonado pelo trabalho que tem, pelo cãozinho que aguenta suas broncas de manhã e mesmo assim quando você chega de noite, é o primeiro a fazer festa em te ver… por algum lugar que te encante os olhos e faça sua viagem ao trabalho/escolha ser menos chato e tedioso, por um cartão recebido nem sempre em uma data especial ou específica, por um abraço marcante e verdadeiro, enfim…

Há inúmeras formas de se apaixonar. E repito: Se não for por isso, pra quê levantar-se de manhã?! Qual a razão?! Trabalhar, comer, dormir?!

Seja pelos amigos, por algum lugar, pelos bichanos e por último, mas não menos importante, por alguém, por favor, apaixonem-se!

Aos que comumente sentem isso, meus parabéns, pois sabem do que se trata. Aos que teimam em fazer da vida uma carreira solo, meus pêsames… um dia saberão a importância de dividir um sorvete, um dia de chuva, um almoço, um abraço, um beijo, um sonho…

Assim, como gosto de chamar, me despeço de todos vocês, “Eternos Apaixonados” ou não.

R.O.

Escrevi um texto sobre férias, mas não gostei e apaguei letra por letra… sei lá… curti somente o final:

“Precisamos tirar férias de situações, lugares, problemas, soluções e pessoas… às vezes porque é preciso, às vezes porque é frescura…”

Acho que é bem por aí.

E pra não perder a brisa nossa de cada dia, um textinho estranho mas simpático:

Andei Buscando Coisas Divertidas E Falhei;
Guardei, Hoje, Involuntariamente Jornais Lembrando Maravilhas;
Não Ostentei Porque Queria Rir Sozinho;
Tive Um Vício… Xerocar Zebras!!

OK, já entendi.

O local é o mesmo de outras tantas sextas-feiras; já fora palco de histórias contadas e vividas por inúmeros atores, onde nem sempre o protagonista era o centro das atenções. Já abrigou cenas de comédia (na maioria das vezes), de drama, de suspense e de terror, por que não?!

A ansiedade pr’aquilo vinha durante a semana inteira; o ingresso fora comprado com antecedência. Um “Boa noite e um ótimo final de semana” nunca fora tão desejados, mas eles vieram e trouxeram junto o ânimo (que traria junto dele depois algumas tantas brejas e personagens; que traria com eles vodca e risadas).

Ao chegar no picadeiro, piadas já haviam sido contadas e gargalhadas dadas, mas sempre tinha tempo pra mais. Ainda mais ali…

A noite segue e a bebida chega. O local começa perder o sentido do real; mas não por conta do que é ingerido, e sim abrigado. Como em uma tormenta é necessário segurar a mesa, as cadeiras, a cerveja e a vergonha!

A cada história contada e bem explicada, as coisas começam a perder o sentido. Metamorfoses genéticas são criadas e bizarrices são apresentadas ao público, aos berros. O sentido das coisas cada vez é menor, com exceção do humor; seja negro ou não, jamais perde o sentido; sentido esse que parece não existir quando é possível ver um queijo segurando uma faca; o queijo fala, fala, fala e instantes depois aparece com 2 limões e a mesma faca. (A título de curiosidade vale lembrar que não sabemos pra que serviu a faca nem os limões).

Personagens se misturam com a bebida e chegamos à conclusão de que Cheetos é sim a batata da onda. Ali, na nossa frente. Não há quem desminta isso…

Lá vem a correnteeeeeza, “balaaaaaança?! Não, não…. seguuuuura, mesmo!!!”

Repentinamente as risadas são interrompidas pelo queijo falante que anuncia em alto e bom som:

A gente vem, mas já volta…

Pois é… uma pena… gostava tanto de queijo…

O cenário todo parece ter saído de um filme ou uma pintura de Da lí, cuja vaguarda é o Surrealismo.

Surreal.

A noite parece estar chegando ao final quando mais um personagem faz-se presente. Com uma garrafa na mão e copinhos de catchup na outra, chega e completa a baderna. Declarações de amor são feitas, achismos se fazem presente e suspeitas também.

Do velho ártico ao interior do estado, ali pode tudo ou quase tudo…

E a sexta-feira tão aguardada vai chegando ao final, mas não sem um grande final. Já do lado de fora, o mar de gente dificulta a passagem deles e como se fosse um carpete fofo e limpo, a valeta da rua cheia de água serve de base para apoiar o pé em busca de impulso.

Confesso que minutos são perdidos entre risadas e dor de cabeça…

Do busão até agora cheguei a outra conclusão: cerveja me faz espirrar, lateja minha cabeça, revira meu estômago e faz meus olhos não abrirem completamente… tudo isso, é claro, na manhã seguinte!!!

“Respeitável públicoooo…”

Pareço já ouvir as próximas atrações do circo supra lanches…

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Pois é…

[ªLª]

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