Dos novos personagens que conheci em Caxias do Sul, Xaxo é uma figura à parte. Robusto como uma máquina e amarelado, trazia na face as marcas do tempo e da luta diária, resumida em esmagar problemas, tais quais simples peças frágeis de brinquedos. Trazia na mão a força de muitos homens e a obediência de poucos. Era regido por seu operador, se é que assim o podemos chamá-lo. Em sua presença, diante de sua força, senti-me um ser frági e obsoleto no mundo. A cara sempre fechada trazia consigo a seriedade do trabalho pesado que exercia há anos, revelada a cada gemido. Não era de muito papo, mas se fazia crer apenas pelo tamanho e força. Não havia chuva que o parasse ou sol que o fizesse pedir arrego.
Assim era o Xaxo…





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