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O local é o mesmo de outras tantas sextas-feiras; já fora palco de histórias contadas e vividas por inúmeros atores, onde nem sempre o protagonista era o centro das atenções. Já abrigou cenas de comédia (na maioria das vezes), de drama, de suspense e de terror, por que não?!
A ansiedade pr’aquilo vinha durante a semana inteira; o ingresso fora comprado com antecedência. Um “Boa noite e um ótimo final de semana” nunca fora tão desejados, mas eles vieram e trouxeram junto o ânimo (que traria junto dele depois algumas tantas brejas e personagens; que traria com eles vodca e risadas).
Ao chegar no picadeiro, piadas já haviam sido contadas e gargalhadas dadas, mas sempre tinha tempo pra mais. Ainda mais ali…
A noite segue e a bebida chega. O local começa perder o sentido do real; mas não por conta do que é ingerido, e sim abrigado. Como em uma tormenta é necessário segurar a mesa, as cadeiras, a cerveja e a vergonha!
A cada história contada e bem explicada, as coisas começam a perder o sentido. Metamorfoses genéticas são criadas e bizarrices são apresentadas ao público, aos berros. O sentido das coisas cada vez é menor, com exceção do humor; seja negro ou não, jamais perde o sentido; sentido esse que parece não existir quando é possível ver um queijo segurando uma faca; o queijo fala, fala, fala e instantes depois aparece com 2 limões e a mesma faca. (A título de curiosidade vale lembrar que não sabemos pra que serviu a faca nem os limões).
Personagens se misturam com a bebida e chegamos à conclusão de que Cheetos é sim a batata da onda. Ali, na nossa frente. Não há quem desminta isso…
Lá vem a correnteeeeeza, “balaaaaaança?! Não, não…. seguuuuura, mesmo!!!”
Repentinamente as risadas são interrompidas pelo queijo falante que anuncia em alto e bom som:
A gente vem, mas já volta…
Pois é… uma pena… gostava tanto de queijo…
O cenário todo parece ter saído de um filme ou uma pintura de Da lí, cuja vaguarda é o Surrealismo.
Surreal.
A noite parece estar chegando ao final quando mais um personagem faz-se presente. Com uma garrafa na mão e copinhos de catchup na outra, chega e completa a baderna. Declarações de amor são feitas, achismos se fazem presente e suspeitas também.
Do velho ártico ao interior do estado, ali pode tudo ou quase tudo…
E a sexta-feira tão aguardada vai chegando ao final, mas não sem um grande final. Já do lado de fora, o mar de gente dificulta a passagem deles e como se fosse um carpete fofo e limpo, a valeta da rua cheia de água serve de base para apoiar o pé em busca de impulso.
Confesso que minutos são perdidos entre risadas e dor de cabeça…
Do busão até agora cheguei a outra conclusão: cerveja me faz espirrar, lateja minha cabeça, revira meu estômago e faz meus olhos não abrirem completamente… tudo isso, é claro, na manhã seguinte!!!
“Respeitável públicoooo…”
Pareço já ouvir as próximas atrações do circo supra lanches…



