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Os dois. Ali naquela mesa. Pano verde, lugares vagos, apostas no centro, fichas prontas a serem jogadas, curiosos olhando e cartas na mão. O jogo é demorado, nesse caso demorara meses, mas não mais que isso.

É jogado com estratégia, verdades, blefes e opiniões, muitas opiniões. As cartas permanecem nas mãos. Algumas delas são mostradas, mas um bom jogador sabe quais mostrar e quais deixar na manga. Confesso que não sei.

Os olhares se cruzam e podem ter inúmeros significados. Quando não se chocam dão margem à imaginação.

Mais cartas são mostradas. O jogo parece claro, mas as opiniões desfalecem qualquer certeza. Se Read the rest of this entry »

E se o sol brilhasse à noite ?

A cidade seria roxa e as estrelas seriam como vaga-lumes refletindo em todos os pontos das ruas, casas, prédios… O mar seria tingido e o preconceito seria branco.

Em compensação o dia seria banhado pela lua. O tom de cor provavelmente seria o azulado. No lugar das estrelas, que agora fazem companhia ao sol, os pássaros dariam os nuances do dia em tons de azul.

As luzes artificiais não se fariam necessárias… Assim como as pessoas. Aliás, algumas delas. Porque já  que estamos sonhando, o ideal é iminente.

Que tal eu e você ou vc e ela(e) sob o luar roxeado em meio ao reflexo das estrelas ou o dia azulado sob o som dos pássaros ?!

Sonhemos…

R. O.

º O vazio dos olhos soam como o não da rejeição;

º A certeza nas palavras foge como areia dentre os dedos;

º A indiferença do olhar se percebe amargo como o pior dos beijos;

º A falta de credulidade rasga como o mais profundo corte;

º O beijo negado fere como a mentira acreditada;

º O sorriso falso flagela como a pior das surras…

Enfim, o pensamento é confuso e não-esperto como aquele que bate e faz vivermos…

* nunca é demais lembrarmos de que muitas vezes uma lágrima é mais sincera do que um sorriso.

Tudo me cansa.

O sorriso de satisfação dos que se contentam com pouco; o olhar duvidoso dos que acham; o corredor que a cada dia parece mais comprido; as palavras ditas pela boca e desmentidas pelos olhos…

O vento que bagunça meu cabelo já bagunçado; os sons que somos obrigados a ouvir como pagamento por termos o sentido da audição; a indiferença que em um mesmo dia parece se portar como o sol: presente durante uma parte dele e escondido em outra…

A rotina de acordar, viver e dormir; o chão encarpetado de flores amarelas de uma praça qualquer…

Tudo me cansa.

A felicidade alheia em tempos medíocres; o otimismo que muitas vezes parte de mim; o líquido que evapora do copo sem ao menos eu tê-lo tocado; o perfume sentido todas as manhãs exalando do pescoço errado…

A falta de ânimo que a cada dia que passa se torna inerente ao meu corpo; o aprendizado com os erros; as risadas forçadas e o esforço em vão…

Tudo me cansa.

R. O.

Começo dizendo, cantando…

Relato, comparo e confirmo:

Amo sonhando, sigo vivendo e achando.

Páro, penso e prossigo!! Continuo e entendo.

Magôo, perdôo, confundo e choro. Passo sentindo e refletindo…

Páro, acredito e sorrio.

Lembrei!! Sonhei!! Gostei!!

Amei, amo e amarei…

Morri e vivi…

Parei.

R. O.

Se bato à sua porta,

Você fecha a janela.

Se faço tocar seu telefone,

Você desliga a televisão.

Se me levanto e abro os braços,

Você se deita e encolhe as pernas.

Se miro seus lábios,

Encontro indiferença.

Não que tenha sido fácil, mas aprendi que devo abrir sua janela, desligar sua tv, me deitar com as pernas dobradas e beijar sua alma. O significado disso? Entender, cooperar, ajudar, às vezes magoar, às vezes perdoar, enfim…

Amar.

R. O.

Se chora é porque gosta.

Se gosta é porque sente.

Se sente é porque há.

Se há é porque quer.

Se quer é porque entende.

Se entende é porque sonha.

Se sonha é porque gosta.

Se gosta…

Será que gosta mesmo?!

(sic)

Melquíades, poeteiro de busão

Se me pedires uma flor, terás,

Se me pedires carinho, farei,

Se me pedires complacência, entenderei,

Se me pedires amor, amarei;

Se me pedires beijos, sorrirei.


A ti daria forma aos teus sonhos, e desejo à tua vontade,

A ti não negaria uma gota do mar, uma estrela do céu… ou se preferires

parte de uma mesma metade.

Como vistes, és meu mais valioso problema,

És minha droga, és minha cura…

A ti não peço nada, apenas que não apague o brilho nos olhos… neles me apóio quando se faz presente a amargura.

Melquíades, poeteiro de busão.

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Pois é…

[ªLª]

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