Até hoje, dia 21 de outubro de 2009 (1 ano e seis meses de blog)

não jogue no ventilador... Relate!!
Até hoje, dia 21 de outubro de 2009 (1 ano e seis meses de blog)


dormia de dia e vivia de madrugada. era mais do que “trocar o dia pela noite”. precisava da escuridão… sentia o cheiro da noite com o aroma da lua. não importava se apenas caminhava pelas ruas iluminadas pelo luar. era rata de bar, mas não bebia. gostava de apreciar aqueles que assim como ela, preferiam a noite. conhecia pessoas, mas não falava. gostava somente de ouvir. os pais desistiram de convencê-la do que julgam “normal”. não tinha jeito.
nascera às 02h38, horário em que todas as madrugadas sentava no banco da praça e fitava os céus, as negras nuvens que velejavam por dentre as altas árvores. passeava nas ruas escuras e se contentava em admirar as luzes das casas refletidas pelas janelas e portas fechadas. os amigos que possuía limitavam-se aos animais noturnos, companhias de todas as madrugadas. gostava de ouvir as corujas contar-lhe pausadamente o que viram durante o dia. não muita coisa, é verdade, mas ria sozinha ao ouvir o som que elas faziam.
cortava o silêncio escuro pisado em secas folhas que encarpetavam a praça munida de diversos bancos e confortável brisa noturna. o prazer chegava ao final, dando vazão ao medo e à agonia quando das 6h o relógio se aproximava. caminhava rápido até em casa ao som apressado dos sapatos a marchar no asfalto negro como o céu que dava lugar a cinzas nuvens anunciando o sol que brilharia em minutos.
começa a ouvir o ladrar dos cães e o abrir de portas da padaria, localizada a dois quarteirões de casa. acelera o passo como se ao sol devesse explicações; e antes de que as corujas dessem lugar aos pássaros, atravessa a porta a trombar nos calcanhares e escadas acima, sente-se segura. ouvindo o coração bater mais alto do que os carros a passarem.
sorria com ar de ‘missão cumprida’.
tem muito a contar a sua coruja de estimação, mas não agora… o sol raia lá fora, o que indica a hora de dormir. acende a luz e deita-se… dorme de luzes acesas… alega ‘medo de escuro’.
…
quando questionada fala com convicção. compara o escuro às pessoas: tem medo das artificiais. o escuro verdadeiro, natural, lhe impõe personalidade e graça. o artificial lhe soa falso e traidor.
diz preferir o escuro porque o claro a faz enxergar o que não quer ver. encerra o assunto com um: “bom dia, preciso dormir.” e vai.
na contramão do mundo e a favor da sua certeza.
isso basta…







… não me foi dado escolher as pessoas as quais fariam parte do que chamo “família”, mas é certo dizer que uma delas não seria tão especial quanto realmente o é.
Costumo ouvir que é impossível dar forma àquilo que é subjetivo, pois subjetivo é o sentimento, a mentira, a verdade… Enfim, tudo o que não se pode tocar. Nesse caso é diferente. Posso abraçar, por exemplo, o subjetivo que tomou forma. Digo subjetivo por referir-me ao carinho, ao amor e à graça. Tudo isso retratado em uma pessoa, a qual algumas muitas coisas seriam mais difíceis ou impossíveis.
São 18 anos de histórias para contar e outros tantos que estão por vir. Sinto-me na obrigação de fazer cada vez mais para agradecer o que me foi feito. Presença e companhia não são aspectos fáceis de serem supridos, já que envolvem tantas outras coisas como, por exemplo, gosto e afinidade…
Folhas e mais folhas não são suficientes para descrever o sentimento aflorado e cultivado ao longo desses anos, mas o que fica é o “gostar verdadeiramente”…
Feita a introdução do que muitas vezes é o que me dá forças para continuar, sigo dizendo que familiares não podemos escolher, mas se assim o fosse, não escolheria diferente.
És quem ouve as brisas que parte de uma imaginação precocemente aflorada, és quem me puxa de volta quando cismo em voar mais alto do que as asas permitem e é uma daquelas pessoas que faz tudo valer a pena. Não é segredo a feição e a empatia recíproca, é verdade…
Outra verdade é a que se refere a nem tudo serem flores, já que algumas vezes é preciso deixar toda a magia de lado para analisarmos a realidade que, na maioria das vezes insiste em nos obrigar a repensar algumas coisas e lavar os olhos com lágrimas, sempre verdadeiras.
Ainda falando de certezas da vida, que são poucas, outra delas é o fato de jamais mencionar certas palavras que flagelam mais do que a pior das surras… Digo isso sob respaldo… Te digo ainda que jamais, de forma alguma, a palavra “decepção’ será proferida por mim na tua direção. Se precisar, inúmeros sinônimos serão buscados para retratar o que precisa der dito.
Horas se passariam para que eu pudesse ilustrar a importância disso tudo em minha vida, mas o tempo é precioso demais para pensarmos apenas no que representou… Me apetece mais a idéia de deixarmos esse tempo reservado para pensarmos o que está por vir.
E assim começa mais um 9 de outubro regido de muita alegria por parte dos que te rodeiam.
O mundo pode não ser tolerante conosco em muitas ocasiões, mas é apoiando-se em alguns que conseguimos atingir níveis impensáveis de força e determinação.
Para ilustrar o que disse até aqui, não sei se me refiro a ti como prima, irmã, amiga, ouvinte, aluna, professora ou simplesmente alicerce impreterivelmente necessário para manter algumas pessoas de pé.
Sou uma delas.
Se algum dia eu não estiver presente para te ouvir, desejo do fundo do coração que essa ausência seja de corpo e de vida, porque enquanto houver vida haverá tempo para pessoas amadas.
Dificuldades são impostas em nossas vidas para que saibamos dar valor às recompensas. Acredito que tudo aquilo que tenho hoje representado na prima que amo não seria possível sem ter sofrido um pouco… Pelo menos assim, aprendi a dar valor aos que merecem.
E tu merece!
A ti não negaria nada, mesmo que isso custasse um pedaço de mim… Seja esse pedaço subjetivo ou não…
Parabéns.
A realidade não nos deixa mentir. O Rio de Janeiro há tempos vive uma guerra e nada de ficar justificando isso ou aquilo e tentando culpar governo ou crime (muito) organizado.
O negócio é se adequar aos fatos e aproveitar para ganhar uma graninha com eles, não?!
Sugestão de Bolsas para cariocas:
O blog não foi abandonado!!
Em breve outros posts brisados…
Elas têm olhos grandes e, grande também é minha apreciação por eles. não sei exemplificar a razão, mas eles parecem ver mais do que os outros, descabidos de tamanho, e dão outra conotação para o já delicado rosto feminino. e se é verdade que alguns olhos são maiores, é verdade também que é maior o brilho que emana deles. me encanta. gosto de olhar nos grandes olhos e viajar por eles. imaginar tudo o que já viram e da forma como viram, diferentemente dos pequenos olhos também presentes em alguns rostos. sei que parece estranho, mas quanto mais escuro forem os grandes olhos, mas brilhantes me parecem. isso explica o gosto pelos olhos castanhos e não pelos mais claros. é assim também em relação aos cabelos que vestem a cabeça e a estatura que me impõe personalidade e graça…

…queria falar com a lua.
ela, lá de cima tudo vê e deve ter as respostas que eu nem sei se ainda as quero… aquela lua se assemelha às minhas vontades e meus desejos: escondida na maior parte do dia e exposta durante a noite. e as semelhanças não se resumem a apenas isso. também se assemelha à outra. de ambas pouco sabia, apesar de achar o contrário. ambas possuem indiscutível beleza e o mesmo ar misterioso que me faz perder o sono, não raras as vezes. era de ambas também que partia o brilho, responsável por me fazer esquecer dos problemas, mesmo que por um breve momento. não me é permitido tocá-las, por motivos subjetivos e óbvios, não necessariamente nessa ordem. noites já passaram sem que as lembrasse, assim como dias inteiros já vagaram sem que eu as esquecesse. e entre tantas semelhanças, uma diferença se destaca… a certeza. certeza de que uma delas sempre estará lá!!
engraçado…
“nesta noite não tem luar…”

chega ele aos berros:
__ Correis!!! Deram forma à mentira!!! Agora verás que forma tem aquele que mente!!
passa apressado e a trombar nos calcanhares, clama à toda a gente:
__Correis!!! A subjetividade és passado!! Forma deram à mentira!! Não à toa pareço alarmado!!
toda gente corre depressa para vires tal fato.
__Parece falsa, minha verdade?! Seguir-me-ei de onde venho e lhe darei a oportunidade! Não falo à toa do que é certo ou errado… Para que entendas, ficarei calado…
não se sabe o que sucede. passa um louco, diz frases e as repete. o povo corre sem saber o que temer, até que grita o homem para que todos possam entender:
__Mandei que corram, falei de mentiras e subjetividade, mas confesso que assim como vós, não cabe a mim saber a verdade… Ouvi coisas das quais me fizeram crer que o povo és culpado, mas sei o que vi… E não falo em respaldo!! Assim como aquele que manda sem ser questionado, coube a mim sair às pressas, alarmado contar à toda gente sobre o que vi! O dia era noite, o claro dera lugar ao breu… O sol se opôs à lua e ali no meio, via EU!!! Olhava lá e cá e a noite se fazia presente. Como era possível o sol figurar, ali, em minha frente?!? Eis o ponto: não era filme, história nem conto. Verdade!!! Não era traçado de livro… Aquilo deixara de ser subjetivo!!!
…
__Confesso que não acreditaria no que digo se de ti ouvisse… Mas não és tu quem fala e sim meus olhos que à sua maneira me disse!!
__Parece loucura, eu sei…
__Mas mesmo assim os direi!!!
__Fujeis para o mais longe que puderes, pois assim que entenderem, agradecer será um de teus deveres.
e naquele momento em que todos diziam “és louco!!”, o sol beijou o horizonte e a surpresa não foi de poucos.
“seria possível?!”, berrava toda gente.
“eu os avisei…”, sentenciava latente…
a noite não era problema pr´aquele sol, que iluminava o escuro e ofuscava o imenso farol.
no auge daquele emaranhado se faz valer um homem, de cara mal-amado e cara sem amor. grita sobre todos com a estampa “diretor”:
__Corta!! Todos além-porta!
__Vais embora, que é hora.
__Retomemos amanhã, sem demora!
_Adeus, boa partida. Sumires hoje, dessa vida. Retomais a tua, com casa, amores e responsabilidade…
esqueceis esse ensaio sobre a subjetividade…
R. Olanda
o amor (tudo aquilo entre o gostar e a paixão) pode ser comparado a um precipício.
você pula.
a sensação é a de que está voando, mas na verdade você está caindo…
pular ou não?!
eu sempre pulo!!
vôo, vôo, vôo e caio!
daí, demora um bucadin, mas pulo de novo.
ô sina, ô carma.
e assim eu sigo: pulando, voando, caindo… vivendo!
** o engano é comparar o tal do amor com a tal da morte. ele morre, mas nasce de novo. morte é só uma.
o meu morreu, mas jajá eu pulo outra vez. espero que na próxima o vôo dure um pouco mais e eu chegue a algum lugar…

…me pediram a continuação do MAP… engraçado né?! ele sempre esteve ali, entre nós. é o responsável por inúmeros momentos de felicidade e tristeza. nasceu conosco e é uma das poucas certezas da vida. a continuação é retratada a cada dia vivido, cada lágrima derramada e a cada sorriso compartilhado. anteriormente havia perguntado se você já o havia encontrado. pode ser que não, mas me equivoquei na pergunta. encontrar, nós o encontramos todos os dias, à todo momento. a adequação na pergunta é a diferença do verbo. o MAP não se encontra. se percebe. e não diga que não é verdade. aprendi a percebê-lo nas flores que enfeitam as ruas; nos pássaros que decoram as árvores; na verdade dita pela criança; na história contada pelos avós; no heroísmo depositado no pai; no arrepio sentido na pele…
assim se percebe o MAP.
no abraço dado ao amigo; na palavra dita com sinceridade; na água que banha a muda e no alimento que satisfaz o faminto.
o MAP não se limita a coisas boas. naquilo que julgamos ruim, ele também figura.
o aperto do peito na despedida; a lágrima perante a decepção; a vontade em meio à carência; a mentira dos que são confiados e as lágrimas dos que são falsos; o sorriso que diz com os olhos e nas pessoas que abrigam tudo isso. a diferença é que não entendem que tudo é culpa dele. do choro de felicidade ao riso de raiva; da mentira que conforta à verdade que dói; da dor que machuca ao prazer que vicia.
assim se percebe o MAP.
ele não é como as belas palavras escritas ou como a complexidade de certas metáforas. já foi tudo entre o “se” e o “?”, mas hoje é tudo aquilo entre o “me” e o “!”.
simples assim.

perceba!